Em computação, o termo "design de informação" é utilizado, por vezes, como sinónimo de "arquitectura de informação" (o design de sistemas de informação, bancos de dados, ou estruturas de informação). Contudo, não é exactamente a mesma coisa.
Design de informação é uma área do design gráfico. Por isso será igualmente importante definir o que é design gráfico. Design gráfico é, basicamente, um processo técnico e criativo que utiliza imagens e textos para comunicar mensagens, ideias e conceitos, com objectivos comerciais ou de fundo social. Pode ser aplicado a vários meios de comunicação, sejam eles impressos, digitais, audiovisuais...
Antes, os princípios do design gráfico estavam relacionados com o funcionalismo. Agora, com o desenvolvimento da internet e do design de informação, há uma preocupação maior com a informação e o papel do utilizador no design gráfico.
Joaquim Redig tem uma frase interessante sob a qual vale a pena reflectir: "Não há cidadania sem informação, nem informação sem design". Apesar de o conceito design de informação ter surgido há bastante tempo, ficou esquecido principalmente em Portugal e só agora despertamos para a sua verdadeira importância. A verdade é que tanto essa mesma importância como a necessidade nunca foram pequenas. À necessidade de haver informação visual em coisas do dia-a-dia (p. e. a linha de metro) responsável pelos primeiros e discretos passos do design de informação, soma-se o crescimento do valor da informação na sociedade em que vivemos, a chamada Sociedade da Informação.
Joaquim Redig, designer brasileiro, acredita que todo o design é design de informação, embora uns mais do que outros. Para percebermos melhor, dá-nos o exemplo de uma capa de cd em que na parte da frente temos essencialmente design gráfico e na contra-capa temos, normalmente, design de informação. O que podemos também concluir com este exemplo?
Design de informação não é apenas uma infografia (estática ou dinâmica). É tudo aquilo que nos transmite informação não colocando de lado o seu design, o seu aspecto gráfico; mais ou menos elaborado mas cuidado, preciso e pensado.
Gui Bonsiepe (designer alemão, ligado ao design industrial) diz-nos que o designer industrial teria facilidade em trabalhar com o design de informação (fundindo assim duas disciplinas que se parecem tão díspares dentro da grande disciplina que é o design por si só) por estar habituado a resolver problemas complexos de funcionalidade. Também Jorge Frascara (professor na área de design de comunicação visual), reitera essa mesma conexão. Conclui-se portanto que a falta de funcionalidade da informação pode gerar consequências desastrosas. Não tanto quando nos especificamos na infografia multimédia mas sim quando falamos de informação prática ao cidadão que povoa as cidades onde vivemos mesmo sem nos apercebermos. Basta reflectirmos um pouco sobre isso e de certeza que nos vêm à cabeça inúmeros exemplos.
Resumidamente, são condições indispensáveis para o design de informação existir: o foco no receptor por parte do destinatário, preocupação quanto à forma (analogias sempre úteis para criar uma maior proximidade do receptor com a mensagem, clareza, consistência, cordialidade e ênfase) e quanto ao tempo (oportunidade e estabilidade).
E no final fica a dica para relembrarem o que é uma infografia principalmente multimédia porque é disso que estamos a falar aqui.
fontes: ADG Brasil
Quinto Elemento (Palestras)
10 de junho de 2008
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