10 de junho de 2008

Design de Informação I

Sabendo agora, melhor do que nunca, que rumo este trabalho deveria ter tomado, falo-vos um pouco a respeito do design de informação.


É certo que desenhar para a web e desenhar para o papel é diferente mas tem muitos pontos em comum. Vejo isso desde o princípio do meu estágio, visto que o meu primeiro trabalho foi essencialmente tornar interactivo e dinâmico um conjunto de infografias que o Joaquim Guerreiro fez sobre as fronteiras dos balcãs desde 1331 até aos dias de hoje. Deparei-me com algumas alterações que tive forçosamente de fazer como, por exemplo, as cores dos mapas. As cores utilizadas para o papel têm muito menos contraste e isso não ajudava em nada um utilizador que tivesse menos capacidades visuais ou que simplesmente não tivesse uma placa gráfica tão boa ou um monitor bem ajustado.


Concentrando-me um pouco no que é o design de informação e colocando de lado o meu estágio, durante as minhas pesquisas deparei-me com algo que já estava à espera: muito pouca informação em português. A infografia em Portugal está a dar os primeiros passos. Se calhar é por isso que o que mais importa, neste momento, a um infografista multimédia a trabalhar num jornal português, não seja bem a acessiblidade. As suas maiores preocupações são a usabilidade e o nível de interactividade; querem ser capazes de fazer infografias cada vez mais interactivas (para não ser uma simples conversão do papel para o online) mas com preocupações de usabilidade pois os leitores dos jornais online portugueses estão muito pouco familiarizados com a infografia multimédia e por isso, ela nunca é tão óbvia quanto à(s) sua(s) forma(s) de navegação e interactividade.


Felizmente, temos os nossos amigos do outro lado do oceano (os brasileiros) e nuestros hermanos (os espanhóis) com grandes preocupações ao nível do design de informação e ao nível do design de informação para a web. Já vos tinha dito que são ligeiramente diferentes e falo por experiência própria e não porque tenha lido isso em algum lado. O Brasil e a Espanha são dois países que devem servir de exemplo para o nosso pequeno jardim à beira-mar plantado devido não só a próximidade que temos com eles (histórica ou geográfica) como também ao trabalho que se faz lá ao nível da infografia multimédia.


Seguem-se portanto uma série de textos que dizem respeito ao design de informação. A seguir ainda não sei muito bem o que vou fazer mas naturalmente irão surgindo ideias enquanto trabalho na
dissecação desta introdução (atrasada) ao meu trabalho.

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