22 de junho de 2008

Design de Informação III

A infografia em si foi crescendo de importância aos poucos nos meios de comunicação. No começo dos anos 1980, directores de arte de várias revistas americanas viram nas pesquisas de mercado que o perfil do leitor era singular - observava títulos, olhos, fotos, legendas e gráficos e, somente se esses dados fossem interessantes, lia a matéria principal. Perceberam que o gráfico, dependendo da matéria, era uma rica informação complementar e muitas vezes tinha a sua própria autonomia. Daí surgiu a infografia.

Nos EUA, o director de arte executivo da revista Times, Nigel Holmes, criou uma revolução, pois conseguiu criar uma linha de infografia ilustrada que se tornou moda no mundo inteiro. Hoje em dia, passados mais de 25 anos, todas as redações de revistas, jornais e outras conhecem a palavra infografia e atualmente existem profissionais especializados, não só na área de arte, como também na de texto.

Nigel Holmes resumiu o que é ser um designer de informação no infográfico seguinte:


A verdade é que o design de informação implica não só conhecimentos ao nível do design como também ao nível de outras disciplinas que possam ser abordadas nas infografias. Como é que um designer de informação explica um determinado tema se não o conhece nem o domina minimamente? Além disso, tem de ter também aquilo que é necessário a um jornalista: curiosidade, boa observação e boas capacidades de escrita. Apesar de uma infografia viver muito da imagem, é preciso de igual forma saber-se escrever para uma infografia. Textos curtos, simples e claros. Não podemos esquecer que a maioria das infografias ainda são feitas no âmbito do meio jornalístico. Aos poucos, as empresas tendem a apostar neste tipo de linguagem mas, principalmente em Portugal, ainda estamos a dar os primeiros passos.

Fontes: Impacta Tecnologia
Nige Holmes

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