Embora Nigel Holmes agora tenha uma ideia diferente sobre o design de informação e acredite que não devemos colocar a beleza de um gráfico acima da sua exactidão, na altura que escreveu o seu livro "Designer´s Guides for Creating Charts an Diagrams", Holmes adorava ilustrar gráficos para torná-los mais amigáveis e interpretar os dados mostrados. Aqui está um exemplo que encontrei na internet:
A verdade é que este gráfico não prejudica a visualização da informação e conseguimos perceber bem que transmite o domínio do Internet Explorer sobre outros browsers apesar de o Mozilla apresentar 5%. Mas nem sempre isto acontece.Neste caso, há uma grande distorção em relação aos valores que queremos transmitir. Embora numa primeira abordagem este pictograma pareça que a ideia que transmite uma ideia correcta do gráfico, a verdade é que um gráfico de barras passaria muito melhor a informação.
O problema é que causa uma certa distorção. Reparem como no gráfico, o primeiro valor parece muito menor do que o último, quando na verdade ele representa apenas 1/4 do valor do último. Se fosse mantida uma largura fixa como a barra do gráfico original, os dados não seriam distorcidos, mas as figuras sim. Pior do que isso só usar grades curvas ou tridimensionais para se ajustar melhor ao desenho que envolve o gráfico. Isso torna a comparação mais imprecisa, porque é preciso levar em conta essas alterações na grade e compensar as diferenças.No início do meu estágio, o Mário Cameira deu-me uma folha sobre este mesmo assunto da autoria de Nigel Holmes. Pode ser visualizada aqui.
Resumindo: O design emotivo e a beleza da infografia são importantes para que o utilizador crie uma relação de proximidade com a própria infografia e tenha vontade de a explorar. Aliás, o grau de emotividade contribui ainda para que o utilizador se aperceba ainda melhor do tipo de interacção, auxiliando assim a uma melhor usabilidade. Contudo, nunca podemos colocar a beleza dos gráficos quem contêm informação acima da exactidão da informação.
Fontes: Nigel Holmes

2 comentários:
O desenho de informação é de facto uma vasta área transversal inerente ao design de comunicação que, desta forma, contribui para o desenvolvimento de diversos sistemas de informação associados à comunicação social, engenharia, et. al.
Tendo este trabalho inflectido nos pressupostos iniciais relativos à Acessibilidade, estando aparentemente a depurar uma vertente mais relacionada com a usabilidade (vulgo, eficácia, eficiência) julgo que seria oportuno começar a relacionar conceitos do "desenho de informação " com o "design de interacção". No diálogo com o sistema (golfo de execução, validação: conceito de "surfing retrieval") como se relaciona (interage) o utilizador com diferentes níveis de informação ?
Continuação de um bom trabalho!
Este artigo é mesmo interessante! Nós que estamos nesta área de comunicação temos o hábito de simplificar a informação por acharmos que estamos a facilitar a sua leitura e, na realidade, poderemos estar a deturpá-la... É preciso ter muito cuidado com o tipo de embelezamento; tornar a informação agradável e apelativa mas sem prejudicar a exactidão do dados.
As imagens que colocaste ilustram bem o que pretendes transmitir. ;)
Bom trabalho.
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